- Diário - Diário é uma agenda, geralmente de caráter íntimo, onde se fazem anotações que contém uma narrativa diária de experiências pessoais que é organizada pela data de entrada das informações.
Londres - Inglaterra, Anos 40
Uma tempestade se aproximava da capital inglesa. Da janela do carro, Allie Witherspoon, acompanha as pequenas gotas de chuva que vão caindo na janela do seu carro, desenhando padrões estranhos e complexos que só apenas a garota, com os seus tenros 15 anos, conseguia entender.O clima em Inglaterra era lametável, todos temiam a guerra, todos temiam ser chamados para a guerra, principalmente as crianças e as mulheres. Era possível ver-se, todas as manhãs, mulheres de todo o tipo de idades, chorando e entrando, enquanto algumas se dirigiam ao cemitério para se despedirem mais uma vez de seus entes queridos.
Como filha de uma classe social alta, Allie não tinha que preocupar que seu pai fosse convocado para a guerra, porém a garota desejava ser livre, e as vezes desejava que seu pai realmente fosse levado para lá.
Como uma mocinha, agora senhorita, de 15 anos era ela obrigada a ter um pretendente e eram incontáveis as vezes que ela ouvia a mãe conversando com suas amigas que procurava um noivo para a sua filha. Como única herdeira dos Witherspoon todas as atenções estavam dirigidas a ela. Contudo nesse momento ela sentia que podia fazer algo mais por isso que havia alistado no hospital que ajudava os feridos da guerra.
Claro que ao principio Linda e John Witherspoon não aceitaram de maneira nenhuma que tal senhorita tivesse contato com feridos, porém Allie era teimosa e NUNCA aceitaria um não que acha-se que deveria ser sim.
O carro com a cor chamativa de azul parou em frente do hospital. A jovem desceu do carro se despedindo dos pais e caminhou para dentro do hospital. Escusado dizer que todos os homens ficaram pasmados quando viram tal garota entrar. Allie era uma menina simples, nada do outro mundo, tinha os olhos verdes acastanhados que brilhavam com o som da música, cabelos castanhos rebeldes que ora um dia estavam lisos ora outros estavam enrolados e um sorriso lindo que poucos conseguiam ver devido a algumas inseguranças por parte da garota. Hoje ela estava usando seu "uniforme", bom nem isso, era apenas uma vestimenta que a distinguia dos pacientes. Ela usava um vestido que passava do joelho - a altura necessária para uma garota de 15 anos -, listrado azul e vermelho com uns sapatos com cunha que a deixavam ligeiramente mais alta.
Ela sorriu para as funcionárias da entrada e caminhou até ao compartimento de voluntários onde uma mulher com os seus 45 anos estava sentada agarrada ao seu colar com a cruz de cristo. Allie conhecia bem aquela mulher, ela havia sido sua preceptora quando era mais nova e, recentemente, havia perdido o filho mais velho, visto que o mesmo com 17 anos partiu para a guerra para auxiliar o pai, o que significava que a pobre mulher se encontrava sozinha. Ela apenas a conhecia por Sra.Grant, a mulher dos cabelos pretos sempre presos e da maquilhagem de tons pretos.
- Sra. Grant? - a voz meio tremida da jovem saiu, captando a atenção da mulher que sorriu.
- Menina Whiterspoon, conseguiu vir.
- Prometi que viria. - ela deixou um sorriso tímido escapar-lhe pelos lábios. - Além disso, gosto de ajudar.
- Então é isso menina, como ainda é menor de idade decidimos que apenas ficaria com um paciente, que está em estado crítico.
Ela se levantou e foi explicando a garota o porque de apenas ter lhe sido entregue um paciente contudo Allie estava mais interessada em explorar o que seus olhos viam. Ela sabia que quartos privados eram apenas dados a soldados de alto nível ou que tivessem em estado terminal enquanto os outros ficariam num grande corredor, e quando eu digo grande, é grande mesmo. Sra.Grant parou fazendo quase com que Allie cai-se no chão por não estar atenta a nada, mas felizmente isso não aconteceu. A jovem observou o número do quarto : 222. Era um número engraçado.
A mulher tirou um molho de chaves do bolso e procurou cuidadosamente a chave número 222 enquanto Allie se perguntava a ela mesma quem seria o paciente do quarto. Seria alguém da vizinhança? Ou alguém desconhecido? Fosse quem fosse Allie estava pronta para ajudar e para conhecer novas pessoas, visto que ela era privada de ir á escola comum tendo sido educada em casa desde cedo.
Sra.Grant deixou uma prancheta nas mãos da jovem e colocou as chaves por cima lhe desejando boa sorte. Nesse momento a jovem sentia-se mais "menina de companhia" do que uma enfermeira. Respirou fundo e olhou para o fundo do quarto onde se encontrava uma cama, com alguém dentro. Allie não conseguia estudar-lhe as feições devido a ter um livro a frente da cara, mas pelo formato das mãos deveria de ser um homem. Ela olhou para a prancheta enquanto caminhava até a poltrona do lado da cama quando foi surpreendida pelo um som estranho.
- Deus, quer me matar? - ela disse colocando a mão no peito olhando para o paciente, que confirmando as suas expectativas era um homem.
Embora estivesse numa cama de hospital, o homem estava feliz e sorrindo, talvez fosse pela companhia de alguém ou por saber que já não estava num campo de guerra. Ele tinha uma cabeleira castanha clara enrolada e os olhos castanhos mais lindos que Allie poderia ter contemplado nos seus quinze anos de vida. Ele tinha uma feição bonita, embora tivesse algumas cicatrizes discretas pelo rosto. Ele era algo que Allie gostaria de ver.
- Sou a Allie. - ela disse nervosa depois de um tempo sem ouvir o homem falar, talvez fosse mudo.
- Miss, permite-me uma pergunta? - ele acabou por dizer depois de uns minutos de silêncio aterrador. Allie apenas assentiu com a cabeça dando um sim. - O que faz uma menina da sua classe aqui?
- Sem ofensa, não acha que isso já é querer saber demasiado da minha vida?
- Mas eu apenas sei o seu nome, Miss.
- Bem ... - ela riu com a faceta do homem. - Primeiro não me chame Miss, chame-me Allie. E depois, eu apenas quero ajudar.
- Tudo bem, Allie. - ele perlongou a ultima letra. - Quer saber o meu nome, ou me vai tratar apenas por Irwin, já que é a única coisa que consta nessa plaqueta.
- Você se assustaria se soubesse o que consta nesta prancheta. - ela o corrigiu, sorrindo novamente. - Mas sim, adoraria saber o seu nome.
- Ashton, meus conhecidos me chamam de Ash, mas você me vai chamar de Irwin porque foi a educação que lhe ofereceram, menina Allie.
- Hum ... eu lhe chamo do que você quiser.
- Ashton, então.
Allie olhou em volta e se sentou na poltrona. Algo não batia certo, normalmente todo o mundo se recusaria a chama-la de Allie, normalmente seria Miss ou Menina Witherspoon, o que irritava solenemente a garota. Ela levou os olhos para o livro na mão de Ashton, Romeu e Julieta. Um livro cliché eu sei, mas Allie sempre passou a vida desejando um romance tão forte como aquele, e ler aquele livro era a única coisa que a tirava da vida que ela tinha, tal como tocar piano. Ashton, também encarava a garota de um certo modo.
Desde do ínicio dos anos 40 que estava estruturado, meninas dessa classe eram feitas para estar em casa onde lhes era ensinado as artes da literatura, ciência, música e arte, não num hospital cheio de feridos de guerra, chegando a ser sensível para alguns. Contudo Allie era diferente, diferente demais para as garotas da sua idade. Vendo o olhar da jovem no livro que ele continha nas mãos, Ashton sorriu involuntariamente.
- Você gosta de ler?
- Adoro. - Allie respondeu sorrir. - Tenho uma biblioteca cheia de romances e dramas.
- Imagino, menina Allie. - ele sorriu abrindo o livro. - Qual sua pessoa favorita?
- Desculpe?
- Qual sua personagem favorita, de Romeu e Julieta?
- Julieta. - ela respondeu com confiança.
- E porque não Romeu, meninas gostam de meninos certo?
- Certo, mas Julieta foi corajosa o bastante, ela disse não e preferiu morrer pelo amado em vez de casar com alguém que ela não desejava.
- Caso que não é o seu menina Allie, vejo que não tem aliança.
- Meus pais ainda estão a tratar disso.
Ashton tinha sido baleado 3 vezes em diferentes zonas do peito, e isso havia o tornando num estado débil mas a sua atitude era positiva, até demais para alguém com esse problema. E durante uns meses foi assim, Allie vinha todos os dias depois das aulas para ver como estava Ashton. Ela aprendeu sobre ele, ele tinha 18 anos, foi para a guerra para defender a honra da família mas agora ripostava em voltar. Era filho da classe média, e primogênito da família, tendo 2 irmãos mais novos : uma garota e um garoto.
Os meses iam se passando e as coisas foram se desenvolvendo, Ashton tinha plena confiança em Allie e vice-versa, tanta que chegavam a passar horas desabafando, contado histórias ou fazendo simplesmente um e o outro rirem. Oh, como fazer rir Allie era o passatempo favorito de Ashton, ele adorava ver os lábios com a cor de pêssego dela se alterarem formando um sorriso, ele adorava cada sorriso e riso da garota.
Esse dia era estranhamente calmo, como sempre Allie pegou um táxi e entrou pelo hospital a dentro sentindo logo o clima pesado que se instalava. Passou pela bancada e não viu Sra.Grant, que andava muito apreensiva com a relação de Allie e Ashton devido aos anos que os separavam, contudo Irwin negava sempre dizendo que Allie era como uma amiga para ele, mas todos no hospital sabiam quem era a garota de Ashton e ninguém tentaria se meter com ela, enquanto eu estivesse por perto.
A garota tirou a chave do bolso esquerdo e rodou-a na fechadura sorrindo de imediato quando observou Ashton com um dos livros que ela havia trazido para ele : The Great Gatsby, também um dos favoritos da mesma.
Allie beijou a testa dele, como fazia todos os dias, contudo dessa vez o ambiente estava pesado e quando os lábios da mesma tocaram a testa de Ashton tremeram, o que fez o garoto suspirar em ansiedade para saber o porque de tanto nervosismo por parte dela.
- Allie, tem alguma coisa errada? - ele perguntou movendo o olhar do livro para encarar os doces olhos verdes dela, que logo se encontraram com os castanhos dele.
- O clima, está ... pesado. - ela disse como se estivesse buscando as palavras certas. - Mórbido, se me permite dize-lo.
- Você não sabe? - ele ergueu a sobrancelha na dúvida se ela estaria brincando ou não.
- Nem por isso. Acabei de chegar. - Allie mexeu com as mãos freneticamente.
- Senhorita Grant foi achada morta, Allie. Com um pisa papeis espetado na zona do peito.
(Nota : nos anos 40 os pisa papeis eram bases de madeira com um genero de "espinho" onde se espetavam os papeis)
- Ela já não tinha nada que a mantivesse aqui. Os dois que suportavam a vida dela se foram, acho que ela foi ao encontro deles.
- Sua perspetiva é interessante. - ele olhou para os pés e de seguida para a garota. - Diga-me, se mataria para se reencontrar com o amor da sua vida?
- Eu não sei, tenho 15 anos. - riu sem graça, olhando a aliança de compromisso em seu bolso.
Allie tinha sido comprometida a um dos filhos de uma família de barões americanos na manhã desse dia. Os pais andavam radiantes por terem achado tal companheiro para sua filha. O homem, sim porque ele era no mínimo 10 anos mais velho que ela, era o herdeiro de uma fortuna incalculável e aos olhos de Linda e John, isso ajudaria sua filha.
Contudo ela teve medo de contar para Ashton, por isso que o anel se encontrava no bolso do vestido. Era uma peça raríssima, um aro de prata revestido das melhores e mais preciosas pedras que se encontravam no mercado, uma joia pesada demais para alguém como Allie Witherspoon, que sempre adorou a simplicidade.
- Eu não sei. - ela repetiu. - E você?
- Eu vou morrer de qualquer jeito. Não é algo que eu escolha.
- Você é muito pessimista, Ashton.
- Não sou. Eu sinto-me preparado para morrer, tive tudo o que quis : família, orgulho e amor. De que você precisa mais para morrer feliz e realizado?
- Então sempre tem uma dama esperando por você lá fora?
- Não diria isso Miss Allie,
- Ela tem outro? - Allie se encaixou sobre os próprios braços.
- Eu não sei. Diga-me você Allie, você tem alguém esperando por você lá fora?
- Bom ... o piano talvez. - ela riu,
- Eu gosto de você Allie. Você parece uma garota de feira popular que sorri a todo o momento. Adoraria poder leva-la numa dessas se alguma vez sair daqui.
- Isso é uma promessa, Irwin?
- Eu, Ashton Flechter Irwin, prometo te levar numa feira popular se sair daqui e arranjar um grande ursinho de pelúcia para você levar para casa.
- Então está combinado.
Londres - Inglaterra, Anos 40 - Um Ano Depois
Ao fim de cinco meses depois da morte de Sra.Grant, foi a vez de Ashton, morte natural, o corpo dele apenas não conseguiu aguentar as balas ou então foi o desgosto de saber por outros que sua amada estaria comprometida.
Allie nunca aceitou e não aceitaria a morte dele, ela chorou horas e horas perto da campa dele e durante um ano deixou uma flor de cada mais maravilhosa especie perto da campa dele e quando havia feira ela deixava lá um ursinho de pelucia, afinal ela havia prometido que iria deixar ele leva-la a feira por isso nunca permitiu que outro alguém a leva-se lá.
Nesse momento, ela se encontrava perto de uns dos jardins antigos de Londres, com um diário, o diário que Ashton havia escrito para ela durante os meses que sobreviveu e a amou com todo o que tinha. Ele escreveu todas as palavras que ela dizia, escreveu o quanto a amava e o quanto ele queria que ela fosse forte quando parti-se, mas Allie não era, agora com 16 anos ela se encontrava a um mês de se casar. Nesse dia, particularmente nesse, ela quis relembrar Ashton, ela quis que o dia em que ambos se conhecessem não morre-se e hoje ... bem hoje era o dia em que Allie havia conhecido o amor da sua vida.
Ela caminhou até perto das arvores e observou o fundo do percipicio. Ela lindo ver o quanto a natureza se juntava para criar aquilo. Demasido lindo.
- Sabe, hoje há feira. - ela olhou para o céu. - Você prometeu me levar lá, lembra? Me prometeu um dia levar a andar de bicicleta. - olhou novamente para o chão. - Eles te levaram, eles precisavam mais de você do que eu. Mas ... é amor, daqui a um mês serei a próxima senhora herdeira americana, sairei daqui para um pais novo. Sabe, dar-me para alguém e ter filhos de alguém que não é meu ... - ela deu mais alguns passos. - Eu mal posso esperar para ver-te, Ash.
Ela saltou, ela estava bem, ela estava com ele, e ele estava com ela.
Hey Bea here, eu não morri apenas estou em fase de exames novamente. E bom eu gostei desse imagine e fiz com o nome Allie por causa do filme The Notebbok que deu titulo a esse imagine. Não posso dizer muito mais. Amo vocês, Bea.


OH MY GOOD! Beaaa que saudadeeees <333
ResponderExcluirCara eu amei esse imagine! Sério, ficou perfeito!
Adorei a história e também gostei do final, nem tudo é um felizes para sempre né?
Parabéns, ficou ótimo!
Saudades de vocês também amores c:
ExcluirAw sério? Tipo eu fiz meio triste porque nem todas as histórinhas são finais felizes, na verdade na vida real não existem finais felizes - pelo meu entender - e como os anos 40 foram os anos em que se passam as histórias de amor tiveram uma com o Ashton.
Obrigada Bella c:
AAAAI MDS TO CHORANDO RIOS...SERIO MSM,TO CHORANDO MTOO..tao lindoo ,ele morreu e ela morre .com ele...e eles ficaram juntos no final...ai mds para eu chorei mto,msm...isso n se faz,é o imagine mais lindo que eu ja li,AI MDS CARA TO NO CHAO... que sdds de vc beea,faz um milenio q vc n postava ja tinha achado q teve o mesno fim do a Allie...oowm mds serio tao lindoo...
ResponderExcluirVolte logo pq to com sdds ja faz tanto tempo e eu comecei a escrever uma fanfic tbm hahahhaa....eu ainda to chorando com esse imagine,serio...mtoooooo foooofo e lindoooo
Eu deixo sempre as pessoas juntas no final quer vivas quer mortas eu sou aquela pessoa ahahah Aw obrigada, milénio? nossa deixei mesmo de postar, mas eu agr vou postar uns imagines até voltar as fics. Sério? Manda ela c:
Excluirhttp://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-5-seconds-of-summer-a-new-beginning-2578356 aaai esta ela kkkkk espero q goste... .シ
Excluir*reading*
ExcluirSaudades d vc Bea <3 amei esse imagine me fez chorar rios sério mais pelo menos eles ficaram juntos msm na morte.. Amei sério mt lindo é o imagine mais lindo q eu já li ;) posta Our Faith pq eu não aguento mais d saudade :)
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