Queria que eu pudesse acordar com amnésia e esquecer as pequenas coisas estúpidas. Como a sensação de adormecer ao seu lado e as memórias das quais eu nunca consigo escapar porque eu não estou nem um pouco bem [...] - Amnesia // 5 Seconds of Summer
Your P.O.V
Fazem hoje dois meses;
60 Dias;
1440 Horas e 86 400 minutos.
Talvez eu também devesse contar
os segundos em que Ashton e Lily pegaram em meu coração e o trituraram como se
fossem fazer puré de batata. E visto de um modo metamórfico; eles fizeram,
fizeram puré de batata com o meu coração junto com a minha esperança, felicidade
e sorriso e agora estão mexendo ele com aquele amor repugnante.
Eu sei, eu sei que prometi a mim mesma
que ia ficar feliz pelo Ashton, que ia ficar feliz que ele ia casar com o amor
da sua vida e depois iam construir uma família, enquanto eu fico aqui, enquanto
eu fico na minha cama repleta de lenços, de comida rápida e de cobertores para
apaziguar a minha dor que não vai embora. Acho que todos já entendemos que eu
não passei ainda pela minha queda (soletra-se precipício) pelo filho da puta do
baterista dos 5 Seconds of Summer, que também é meu melhor amigo e foi muito
carinhoso ao ponto de me fazer apaixonar por ele, encurtando a frase, Ashton
Irwin.
Luke, o único que conseguiu
entrar em meu quarto durante esses dois meses, foi o exclusivo em quem eu
desabafei tudo. Eu contei-lhe, eu contei-lhe sobre as noites mal dormidas por
ele ainda não ter chegado a casa, sobre as vezes em que meu coração pesava sempre
que o via com a Lily e sobre a paixão que tentei afastar há anos. Claro que ele
disse “você vai passar por isso” e “você é jovem vai encontrar outro alguém,
quem é que não quer namorar uma supermodelo?” bom a resposta é Ashton.
Ashton, Ashton, Ashton. Eu via
uma parede e não conseguia olhar para ela sem ver o rosto dele e nem conseguia
dormir sem pensar nele. Me estava sentindo como a Bella em Lua Nova, talvez Ashton
deva ser o filho de Reneesme com Jacob e trocaram o sobrenome dele para não
parecer mal.
Hoje, por mais incrível que
pareça, era o dia do casamento. Fiz os possíveis para tapar com maquilhagem as
minhas olheiras, meus olhos de cachorro vermelhos e meus lábios inchados devido
ao excesso de sal dos salgadinhos. Eu não planeava ir a essa droga de
casamento, mas já bastava não ter ajudado Ashton com os preparativos e agora
não ir ao casamento dele seria a última gota de água. Como não planeava ir não
comprei nada para vestir por isso eu finalizei o look trajando o último vestido
que usei no desfile da CoCo Channel com uns saltos altos beje. O vestido era
curto e cor-de-rosa, foi por isso que quase implorei a designer para ficar com
ele depois de o desfilar.
Deixei meu cabelo ficar da
maneira natural dele, ou seja, ondulado como se eu tivesse acabado de sair da
praia.
Me sentei na cama e continuei a
retocar a maquilhagem no meu míni-espelho rotativo quando Ashton entrou no meu
quarto. Larguei o espelho o fazendo cair no chão quando meus olhos foram ao
encontro dele. Seu terno plenamente engomado e arranjado com uma pequena orquídea
branca no bolso e seu cabelo desarrumado, mas de algum lado charmoso, estava
mais sedutor hoje.
— Você
está linda SeuNome. – Ele diz encarando-me de cima a baixo, me fazendo sorrir e
corar um pouco.
— Obrigada, mas hoje não é meu dia … é se...seu
dia, você merece ser o centro das atenções e Irwin, nunca te vi tão bonito
quanto hoje. – Rio para ele tentando ocultar o que realmente estava pressentindo.
— Lily está com os pais, então eu queria
realmente conversar com você já que ela não está aqui.
— Se foi por eu não ter ajudado, me
desculpe, realmente queria, é seu casamento, um marco na vida, mas eu não me
sentia bem mesmo.
— É sobre isso mesmo. – Ele me interrompe
e coloca as mãos sobre as minhas. – O que se passa contigo SeuNome? Você tem
estado aqui trancada todos os meses, só desce para pegar comida e pouco fala
comigo. Eu estou preocupado com você.
— Não se preocupe comigo, você vai
estressar e depois vai parecer uma vara verde no casamento. Isso não fica bem
nas fotos. – Meu método de desviar o assunto era fazê-lo rir, habitualmente
funcionava mas hoje ele não riu.
— Você costuma ficar avivada nos
casamentos, você parecia uma criança com doces no casamento da mãe do Louis.
Qual é o problema?
— O problema é que você não precisa cuidar
mais de mim. Tenho 18 anos Ash, o tempo em que você era como meu “irmão” mais
velho terminou. – Eu digo caminhando em direcção a minha cama para pegar a
minha clutch.
— Você ainda está chateada porque eu te
chamei idiota ou porque eu não trouxe o pão no seu aniversário? – Uma expressão
estranha se forma no rosto dele.
— Ash, eu apenas estou nervosa. Você está
casando e eu estou solteira, apenas não acho justo. – Tento o meu sorriso mais
verdadeiro.
— Você vai encontrar alguém que te ame. –
Ashton se aproxima e beija minha bochecha. – Esse alguém não era o Jack, nem o
David, nem o …
— Pare de ditar o nome dos meus
ex-namorados. – Abro a porta e saio como um furacão para fora.
Oh claro, Ashton tinha que me recordar
da minha lista de épicos falhanços de namorados. Foda-se eu às vezes odeio-o
tanto mas depois amo-o tanto que nem sei mais o que sinto por ele.
Entro no carro junto com os pais
de Ashton até a igreja onde a grande acção iria ocorrer, ou seja, a mágoa
acontecendo quando eles trocam alianças vindo de minha parte. Por falar em
alianças, ele tinha-me convidado para ser madrinha e eu, com meu humor de coração
quebrado, disparei um grande não contra ele e acho que o acabei magoando. Mas
também não iria ser “mamãe” de algo que eu não queria que acontece-se. Como se
a rádio adivinha-se meu estado emotivo; estava passando Speak Now da Taylor
Swift.
Foi “sortuda” o suficiente para
terminar de ouvir a música e chegar na igreja. Deixei o carro e observei todos
os convidados. As damas de honor de Lily, que nunca mais pareciam acabar,
vinham todas vestidas de amarelo. Mas quem é que veste damas de honor de
amarelo?
Claro que a família snobe da
noiva também estava toda aqui vestindo seus fatos e mantos em tons de pastel.
Entrei na igreja e logo vi Ashton sorrir, por uns momentos me imaginei num
vestido branco andado lentamente pelo corredor da igreja ao som da música calma
enquanto Ashton olhava para mim sorrindo. Claro que não seria possível porque
ele ia casar com a Lily e talvez ele só estava sorrindo porque eu realmente
apareci nesse casamento.
Tomei meu lugar numa ponta de um
dos bancos do meio ao lado de uma mulher velha, com a cara cheia de rugas e uma
postura elegantíssima. Provavelmente seria uma tia ou avó da noiva, nem sei
porque nunca conheci a família dela. Conheci-a e isso já me traumatizou.
Passado umas horas o órgão começa
a tocar uma música, que soa como marcha fúnebre e as portas da igreja são
novamente abertas por dois homens. O que é isto? Os lacaios da futura Lily
Irwin? Soa tão mal como parece.
Na entrada da porta está ela,
acompanhada de uma dama de honor em cada lado e outra segurando seu véu. Lily
está usando um vestido em forma de doce, me lembra a cobertura dos cupcakes que
eu fiz quando a filha de uma prima minha nasceu. Na verdade é totalmente igual.
Ela flutua pelo corredor como uma rainha de concurso enquanto olha, com severidade,
para cada um dos convidados das pontas do banco e de vez em quando sorrindo.
Que noiva sisuda.
Quando ela finalmente chega perto
de Ashton dou graças a deus por ela ter parado se se exibir. Se faz um silêncio
e passado uns segundos o padre começa a falar.
— Meus irmãos e irmãs, estamos hoje aqui
reunidos para celebrar, em presença de Deus, a união destes dois jovens em
pleno amor.
Eu tento-me desligar do mundo,
tento olhar para meus sapatos e brincar com a minha manicure mal feita devido a
pressa que tive a arrumar tudo para parecer, bom, menos abalada. Eu sei que se
ouvir uma palavra dele eu vou chorar. Eu sei.
— Quem é contra essa união, fale agora ou
se cale para sempre … - o padre diz.
Há um silêncio assustador na
sala, sei que é a minha última chance. Mas eu realmente vou ser feliz
estragando esse casamento? Me levanto e ergo minha mão trémula no ar, gemidos e
olhares em desaprovação e horrorizados são lançados contra mim. Eu apenas olho
para meus pés e começo a chorar.
Eu não queria que fosse desse
jeito. Baixo o braço e corro para fora da igreja, corro o mais rápido e mais
distante que posso até parar num género de lagoa onde me sento na relva e
começo a chorar mais forte. EU ESTRAGUEI TODO. Eu devo ser um humano desprezível.
Imagino agora o que Ashton deve
pensar de mim, da melhor amiga que estragou o casamento. Imagino o que a
família de ambos deve estar a pensar de mim, sobretudo Anne Marie que me
conhece desde que sou uma garotinha.
Ouço passos em direcção a mim,
deve ser provavelmente um dos garotos que veio reclamar comigo sobre minha
atitude, realmente não estou para ouvir queixas, eu sei o que fiz, eu sei a
merda que fiz e sei o que provavelmente acabei.
— Você não realmente não presta, SeuNome. –
Eu reconheço essa voz, eu sei de quem pertence. Ashton? Nesse limite eu perto
das estribeiras.
— Eu não presto? – Me levanto e o encaro. –
Eu é que não presto? Quem foi o garoto que anunciou um casamento no MEU
aniversário? Quem foi o garoto que nem forçou falar comigo esses meses? QUEM É
QUE CHEGOU PODRE DE BEBADO A CASA? – Eu vejo a cabeça dele se virar para seus
pés. – Quem é que não presta agora Irwin? Quem é que não presta? – Eu volto a
chorar.
— VOCÊ DEVIA TER-ME CONTADO, NÃO ERA
ESTRAGAR MEU CASAMENTO. – Ele ergue a voz se aproximando de mim.
— Se você queria que eu menti-se eu nem
tinha ido na droga do seu casamento.
— Você não devia ter ido. – Ele se aproxima
mais de mim o que mais recuar. - Durante esses anos todos, eu cuidei de você,
eu juntei seu coração depois dos outros os terem quebrado, eu fiz tudo por você
e o que é que eu recebi? Nada. Eu não mereço ser amado? É apenas você?
— Você … você merece. – Eu esfrego meus
braços ainda chorando mais que tudo.
— Então porque é que estragou a minha
única oportunidade de ser feliz? EU SEMPRE TE DEIXEI FAZER O QUE VOCÊ QUERIA,
PORQUE É QUE EU NÃO POSSO SER FELIZ SEUNOME?
— FODA-SE ENTÃO, VOLTE PARA O SEU CASAMENTO
E CASE COM A LILY. – Bato com o pé no chão.
— Não, eu não vou voltar até você me
explicar que raio te deu para fazer aquilo.
— Eu … eu
— Seja rápida, eu não vou ficar aqui o dia
todo. Sua intenção foi-me machucar? Sua intenção era me machucar a mim ou a
Lily? Você tem consciência do que fez?
— Eu … eu apenas fiz o que achava certo. –
Falei mais baixo, mas num tom audível visto que estávamos rodeados de silêncio
— Ah, então porque é que você achou que
era certo?
— Porque … porque eu te amava e achei que
era o melhor a fazer mas puta de merda não era não foi. – Dei de braços
sorrindo cinicamente.
Dei meia-volta não querendo
discutir mais com ele e comecei a caminhar para longe. Ele queria uma razão
então eu dei-lha. Se não foi a que ele queria, olha paciência. Meu coração
pesava em meu peito e meus pés doíam devido aos meus saltos altos quando meu
pulso foi brutalmente puxando me colando ao peito de Ashton.
Eu esbugalho os olhos ao sentir a
língua de Ashton entrar por minha boca. Eu não sabia que raios estavam
acontecendo, eu juro que não saia como reagir agora.
— Você podia ter dito isso antes de eu
gastar mais de metade do meu dinheiro nesse casamento. – Ele diz demonstrando
um sorriso maroto.
— Você disse que eu não presto.
— Eu perdi a cabeça. Eu pensei que era a
única maneira que eu tinha de ser feliz, de esquecer que você existia mas
quando vi você chorando e saindo pela aquela igreja fora, não foi a raiva que
me fez correr atrás de você, foi a preocupação de saber se você estava bem e quando
te vi … Quando te vi não quis demonstrar a parte fraca.
— Entendi, preferiu me machucar. – Cruzei os
braços.
— Eu nunca te quis machucar em maneira
nenhuma, você sabe que sou impulsivo.
— É, eu tenho a cicatriz de geleia a ferver
que você deixou cair em meu pé quando eu tinha 10 anos.
— Vê, eu faço coisas sem pensar. Mas em
nenhuma ocasião, agora ou na situação da geleia, eu te quis machucar mas sim
ajudar.
— Onde você quer chegar?
— Se eu aparecesse com uma passagem de
avião e um anel de diamante com o seu nome. Você fugiria comigo?
— Não cite suas músicas. – Olho para ele. –
Mas sim, eu fugiria com você.
— Óptimo,
então vamos. – Ele pega em mim ao colo e começa a correr em direcção a um táxi.
— Ashton, ‘pra que a pressa? – Começo a
rir dentro do táxi.
— O pai da Lily deve vir ai com uma faca
para me matar. – Ele afirma enquanto estica uma nota ao condutor do táxi, que
rapidamente parte.
— Isso quer dizer que eu tenho um pouco do seu coração?
— Você sempre teve, sempre teve ele todo.
Então oi princesas.
Daqui a Bea. Eu queria realmente a parte dois desse imagine e se correr bem também tem parte três porque eu sou uma pessoa que gosta do número três. Enfim foi isso eu não sei o que escrever aqui. Espero que tenham gostado me digam o que querem na parte três sei lá, vocês são os leitores vocês decidem.
Amo vocês.


Aaaaaah mds q lindo mds...q coisa mais linda,mais fofa,mais maravilhosa...eu chorei pq foi realmente lindooo...ai mds amei,eu amei..to emocionada,serio...foi mtoo pftoo :')
ResponderExcluirAaaahahaaa que tudo...q Ash mais idiota,ele podia ter falado antes q amava ela,ia ser tudo mais facil \o/
ooooowm Bea,mais é q foi tao fofo :')
ah eu amei de mais
Omg q tudo essa parte dois... Muitas emoções.. o Ash já devia ter contado q amava ela tbm <3 mt fofos os dois <3 eles tem q se casar agr :) Amei muito esse imagine parte 2 ;)
ResponderExcluirMeu emocional tá um lixo e ainda venho ler isso... cara, eles tem que casar, ter filhos loiros com covinhas e um cachorro chamado Marley, sério. Bea, ficou super fofo e triste, apesar de ter tido um bom final... e eu ainda quero acertar a cara do Ash por não ter dito nada antes, como ele ousou ficar com a Lily? O duro é que é a segunda vez que você usa um apelido meu pra uma vadia, vou mudar meu nome pra Godofreda... tá calei, faz a parte três sim.
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