Save-me - Capítulo 4

Desde que eu conseguia lembrar, tudo que há dentro de mim só queriam se encaixar (oh oh oh). Eu nunca fui um para dissimulados, todo o que tentei ser, só não combinava comigo. Se eu te dissesse o que eu era, você viraria as costas para mim? Mesmo se eu parecesse perigoso, você ficaria com medo? Tenho a sensação porque tudo o que eu toco não é obscuro o bastante se o problema está em mim. Sou só um homem com uma vela para me guiar. Estou lutando para escapar do que está dentro de mim. Um monstro, um monstro, estou me tornando um monstro. Um monstro, um monstro,e está ficando cada vez mais forte. - Monster
P.O.V LUKE
— Ashton, eu adorei todo esse seu drama mas eu realmente não estou afim de brincadeiras. — Levantei-me da poltrona em que eu havia me sentado e dirigi-me em direção a porta do quarto de Ashton. O garoto ficou em minha frente e empurrou-me um pouco para trás, não me deixando sair.
— Não estou de brincadeira, isso é sério!
— Ashton, me deixa sair!
— Não até se convencer de que o que eu estou falando é verdade.
— Como você quer que eu acredite numa bobagem como essas? Quando descobrir o que realmente está acontecendo você me procura e me convence de dar ouvidos à você! — Tentei sair, mas Ashton não saía da minha frente e nem me deixava sair. Sempre que tentava, ele me empurrava de volta. Estava ficando zangado, e uma onda de fúria passava pelas minhas correntes sanguíneas até meu coração que começara a bater mais forte.
— Luke? — Ashton me olhou confuso e depois arregalou os olhos. — Seus olhos... Eles estão...
— SAI DA MINHA FRENTE! — Gritei. Não queria me zangar com Ashton, ele era meu melhor amigo e raramente nós brigamos por coisas bobas como essa.
— Luke sabe que fase da lua é hoje?
— Por que tá me perguntando isso?
— Não importa! Só me responde! — Tentei me acalmar, mas estava difícil.
— Acho que é lua cheia.
— Só pode tá de brincadeira...

[...]

Eu sabia que Ashton me manteria aqui por mais tempo do que eu planejava, então trouxe uma roupa e tomei banho em sua casa enquanto ele procurava mais alguma coisa sobre o sobrenatural. Desde que o pai dele morreu, Ashton não bate bem com a cabeça. Ele tem déficit de atenção e hiperatividade, e acho que isso só piorou quando o pai dele morreu. Vesti a roupa e voltei para o quarto de Ashton, ele andava de um lado para ou outro, da mesma forma no qual ele havia me contado da loucura de que SeuNome era uma fada da morte.

— Você é amaldiçoado, Luke. — Ele falou logo, sem me encarar.
— O quê?
— Não pode ir ao jantar com a sua mãe, ela provavelmente vai ser a janta.
— Cara, você tá meio louco hoje, não está? Andou cheirando ervas? — Perguntei com um pouco de humor.
— QUE ERVAS, LUKE? VOCÊ TÁ LOUCO? — Ri. Ashton voltou para o computador e continuou olhando o Wikipédia. Ele definitivamente não está nada bem. Eram sete e meia, minha mãe iria me chamar quando ela estivesse pronta. Andei pelo quarto, observando o mesmo e vi uma foto minha e de Ashton quando éramos crianças. E coincidentemente, lá estava Derek rindo com SeuNome.
— Eles são realmente bem próximos.
— Geralmente irmão não se dão bem, sempre vivem brigando e querendo se matarem.
— Mas eles não...
— Luke você realmente não deveria ir para esse jantar com a sua mãe.
— Ashton, tudo vai ficar bem! Eu não sou um canibal!
— Pelo menos ainda não... — Ashton falou baixo, mas ainda assim, eu podia ouvir.
— Devo mesmo acreditar nessa história sobre a SeuNome?
— Você queria descobrir se ela estava ajudando um assassino, e agora sabe que não, a decisão é sua de acreditar no natural e no sobrenatural.
— Eu não tenho culpa se o seu amor platônico é uma maluca que vive gritando para os outros!
— Um dia a SeuNome ainda vai deixar de ser amor platônico.
— Sempre desconfiei que você tinha uma queda pela Martin, Ashton.

Na porta do quarto do meu melhor amigo, estava o goleiro do time de Lacrosse, Michael Clifford. Ele usava uma blusa branca e por cima, uma jaqueta de couro. Usava calças pretas e um vans cinza, seu cabelo estava diferente do que essa manhã. De roxo, agora estava branco com algumas mechas pretas e... acho que roxas. Ashton engoliu em seco, Michael era o melhor amigo de Calum e, certamente se o asiático soubesse –apelido carinhoso dado por Michael–, daria uma surra em Ashton. Olhei para o relógio e assustei-me com o tempo que passava rápido. Faltava quinze minutos para ás oito, e eu não tinha tempo de ficar para poder discutir o lindo triângulo amoroso entre Ashton, SeuNome e Calum.

— Estão surpresos? — Ele riu.
— Como entrou aqui? — Ashton perguntou.
— Disse a sua mãe que era seu amigo da escola e ela simplesmente me deixou entrar. — Michael tinha uma certa aparência de bad boy, mas para a maioria, ele era o homossexual da escola já que foi visto em alguns momentos olhando muito para um garoto, mas na verdade, ele estava apenas tentando saber se as garotas gostavam mais dos mais magros ou dos mais musculosos como os lutadores de box.
— Como sabia onde era a minha casa?
— Se você prestasse atenção, eu moro no final da rua. — Michael se sentou e olhou para Ashton. — Você combina mais com a Agatha do que com a SeuNome.
— Quem é Agatha? — Perguntei.
— A estranha que acredita no sobrenatural. — Olhei para Ashton e depois ri.
— Não vai me dizer que acredita nesse cara. — Reclamou.
— Sabe, por um lado ele tem razão. — Admiti. — Mas isso não tem o direito de você mentir para a mãe dele e simplesmente ouvir a nossa conversa.
— Por quê?
— Porque isso é falta de privacidade! — Disse Ashton.
— Fiz uma aposta hoje de manhã com a Jenna. — Michael começou. — Ela disse que eu não seria capaz de separar a SeuNome e o Calum já que os dois tampam a panela um do outro. — Ele riu. — Então eu disse que ela não conseguia fazer com que SeuNome começasse a ter uma afeição por... você. — Apontou para o Ashton.
— Tá querendo dizer que a Jenna vai fazer a SeuNome se apaixonar por mim?
— Eu não disse que ela ia se apaixonar, disse que teria uma afeição por você.
— Belo começo, ela pode ser sua amiga. — Comentei.
— Continuando... Eu sei que tudo isso é para ela poder ter uma chance com o Calum, e como eu acho que SeuNome e ele nunca dariam um bom casal, apesar de serem fofos juntos, eu concordei.
— E por qual motivo tá contando pra gente?
— Achei que estivessem cansados de ser Ashton e Luke, Luke e Ashton.
— Quer ser nosso amigo? — Perguntei.
— Vocês não parecem ser manés.
— Valeu pela parte que me toca. — Ashton deu um meio sorriso.
— Agora... Eu tenho o direito de saber o que vocês sabem.
— Sabemos? Nós sabemos de alguma coisa, Luke?
— Eu acho que não.
— Hum... Vocês definitivamente não sabem esconder segredos.
— Olha, o que a gente sabe pode ser muito, muito assustador, mas se quiser mesmo saber, terá que prometer não contar pra ninguém, nem mesmo para o Calum. — Eu disse.
— É tão grave assim o que ela tem?
— Pra ela eu não sei, mas talvez pra Gold Coast.
— Qual é a bomba?
— Ela é uma fada, uma fada da morte. — Eu o respondi.

P.O.V VOCÊ
— Uno ou Super banco imobiliário? — Perguntei a Derek.
— Quer mesmo jogar isso? — Assenti. — Não pode ser videogame? Sei que você gosta de videogame.
— Vamos ser dois irmãos sem equipamentos eletrônicos por uma noite.

Derek escolheu Uno e eu comecei a embaralhar as cartas. Ele estava nervoso, parecia que queria me contar alguma coisa e não sabia por onde começar. Suas pernas começaram a tremer, e isso mexia na mesa e me incomodava. De sua testa, começou a pingar suor. Ele não estava bem, parecia que estava ficando doente ou estava muito nervoso para poder jogar. Sem aviso nenhum, Derek levantou-se e foi até a minha pequena lousa que eu usava para poder lembrar-me de alguma prova. Como começara as aulas hoje, não havia nada escrito.

Meu irmão pegou um giz, e a sua mão começara a tremer, dava para perceber que ele suava mais. Me levantei e toquei-lhe o ombro. Ele estava muito gelado! Depois de um tempo, Derek começou a escrever na lousa, bem devagar e tremendo, o que fez com que as letras saíssem um tanto feias e borradas. Forcei-me para ler e só consegui quando ele terminou de escrever. Empire State Building. Quando mencionei as palavras em voz alta, Derek gritou, gritou como se não tivesse ninguém com ele, como se algo estivesse o assuntando. Então eu lembrei, eu também gritava assim.

— Ele vai morrer. — Derek disse.
— Quem vai morrer? — Perguntei.
— O zelador para o qual você gritou esta manhã. — O encarei e tentei imaginar como ele sabia que eu havia gritado para o zelador. — Ele vai morrer daqui três dias, no Empire State.
— Derek... Você está bem?
— Eu acho que está na hora de você saber, SeuNome.
— Saber sobre o quê?
— A verdade sobre você. — Ele me olhou e colocou suas mãos em meus ombros, ele já não estava mais gelado. — Nós herdamos uma coisa da nossa vó, uma coisa que nem mesmo a nossa mãe sabia que ela tinha. — O encarei confusa e ele suspirou. — Nossa família não é normal, nunca foi. Nós temos um poder que quase ninguém tem, podemos saber quando alguém irá morrer. SeuNome, nós somos Banshees.

P.O.V ASHTON
— Ashton, você vai nesse jantar comigo!
— Eu? Não pode ser o Michael? — Perguntei.
— Não.

Michael parecia confiável, então decidi contar na frente dele o que havia visto nos olhos de Luke. Quando ele estava zangado, seus olhos começaram a ficar amarelos e brilhantes. Nos filmes, quando isso acontecia, significava que alguém estava se transformando num lobisomem. Ao contar para Luke, ele disse que a sua mãe andava esquisita e sempre conversava com ele sobre essa criatura. Ela certamente sabia que ele era um lobisomem, ou seja lá o que ele for. Michael ajeitou-se na cadeira de frente para o meu computador e ficou olhando para Luke.

— Então a SeuNome é uma fada e o Luke é um lobisomem. — Assenti. — O que eu sou então?
— Acho que um ser humano. — Respondi.
— Mas é que eu adoraria ser um ser sobrenatural nesse seu teatro de contos de fadas.
— Michael, se você não acredita, tudo bem. Mas se a SeuNome começar a gritar para você e segundos depois seu corpo ser encontrado em pedaços não diga que eu o avisei. — Ele riu.
— Tá certo. Vou me prevenir contra gritos de uma fada maligna.

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— Foi muito bom conversar com você, Michael. Mas eu o Ashton precisamos urgentemente ir falar com a minha mãe sobre essa história absurda de lobisomens. 
— Não acredita somente na palavra de um amigo? — Perguntei.
— Não quando esse seu amigo do nada diz que você é um monstro.
— Nem todo monstro faz monstruosidades.

Michael levantou-se e saiu do meu quarto como se nada tivesse acontecido, disse que agora a conversa com a mãe do Luke era nossa, e que se essa maluquice fosse verdadeira, iria nos ajudar a prevenir tragédias. A mãe de Luke gritou, o chamando, logo eu e ele descemos para o lado de fora e ela se viu confusa ao me ver acompanhando Hemmings até o seu carro. Entrei no mesmo junto com Luke e Liz achou ainda mais estranho. Abaixou-se até a janela do banco de trás e olhou pra mim com um sorriso no rosto. Ela iria protestar, eu sabia disso.

— É um jantar de família.
— Eu meio que sou parte da família. — Dei um meio sorriso.
— Ashton, você não vai jantar conosco! É só entre mim e o Luke.
— Mãe, eu convidei ele. E seja lá o que tiver que falar para mim, vai ter que falar na frente do Ashton. — Enquanto falava, Luke apontava para mim. Tia Liz suspirou e entrou no carro, ligando-o logo em seguida. Ao dobrar a esquina, ela parou de uma vez e nos olhou.
— Está bem! Eu preciso contar uma coisa a você, Luke, uma coisa no qual eu já devia ter contado há muito, muito tempo. Ashton, tudo o que você ouvir aqui será mantido em segredo.
— Minha boca será trancada a sete chaves.
— Ótimo!
— Mãe, o que você tem para me contar? Já faz um tempo que você diz isso.
— É um assunto sobre o seu pai.
— Você tá falando do doador de espermatozoides? Dispenso a conversa!
— Luke, não é porque ele nos deixou que...
— A senhora mesmo disse que ele nos deixou.
— Eu posso ao menos terminar de falar o que eu pretendo falar?
— Seja rápida!
— Tudo bem. Ele era um lobisomem, assim como você também é.
To be continued...
Eita, lê lê! Vamos dar um cod-nome ao Ashton? Que tal: Ashton, o descobridor de pessoas com poderes sobrenatural que não sabem que pertencem ao mundo não natural. Ás vezes eu acho que ele tem uma espécie de dom para poder descobrir se a pessoa é ou não sobrenatural, e eu acho que ele podia ajudar a mãe dele com alguns casos de polícia, não acham? Gente!!! O Derek também é... uma fada? Melhor dizendo: Banshee? Tá explicado agora de onde eles conseguiram esse poder, acho que vou fazer um capítulo falando mais sobre a avó deles. Eu tô com um pouco de raiva da Jenna mas ao mesmo tempo não estou. Ela está sendo uma falsa em separar você do Calum, mas por um lado vai ser bom para o Ashton, já que ele pode ter uma chance de te conquistar. Que outros seres sobrenaturais vocês acham que deveriam ter na fanfic? Deem sugestões! Gente, eu fiz uma playlist com as músicas no qual eu coloco um trecho no começo do capítulo, se vocês quiserem ouvir, cliquem aqui.

2 comentários:

  1. Seria legal um capítulo falando sobre a avó deles. Eu amei esse capítulo, teve muitas revelações e esse final? Bem que o Ash avisou que ele era um lobisomem. Eles deviam ficar com um pé atrás com o Michael, não confiar muito nele. A Jenna é uma vadia, mas apesar disso, a aposta vai ter seu lado bom e eu espero que o Ashton consiga conquistar a fada. Eu não entendo muito de criaturas sobrenaturais, quer dizer, conheço um monte mas nenhuma que tenha uma aparência amigável e humana.

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    1. Já que você gostou, eu vou pensar mais na ideia e colocar a história da avó deles em um dos capítulos. Luke foi um pouquinho teimosa, mas quem iria acreditar se o seu melhor amigo chegasse perto de você e dissesse: Ei, cara. Você é um lobisomem! Não, realmente não devem confiar muito no Michael, podem tê-lo conhecido há anos, mas como eles mesmo dizem, nunca se falaram. Sim, a Jenna é realmente MUITO vadia e realmente essa aposta tem o seu lado bom. O que nasceria entre o romance de um humano e uma fada maligna??? Eu também não conheço muitas, por isso, para escrever a fanfic, assisto séries de seres sobrenaturais e pesquiso na internet. Eu achava vaga-lumes as criaturas mais lindas do mundo, até assistir um episódio de Teen Wolf e ver o que elas podem se tornar ao anoitecer.

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