Wake Up My Mind!!

Capitulo 01


Melissa P.O.V


Acordei e não me lembrava do meu nome, minha idade, de nada, pra falar a verdade nem sabia se conseguiria falar alguma coisa, minha boca estava seca e minha cabeça doía muito. Meu corpo estava jogado de lado no chão gelado e sujo, minhas roupas estavam devidamente dobradas em cima de uma cama com apenas estrados. As paredes eram sujas, e adquiria o tom num verde musgo, fora os mofos que a devoravam.
Não sentia minhas pernas, tentei me mexer, mais sem sucesso, era como se minha mente ordenasse e meu corpo se rejeitasse a fazer. Minha cabeça estava cheia de perguntas; “O que esta acontecendo comigo?”, “Como vim parar aqui?”, “Qual era o meu nome?”, “Por que não conseguia me mexer?” e não paravam por ai.
Perto dos meus pés havia uma pequena e estreita mesa de vidro, em cima dela havia um papel, um envelope pardo, um molho de chaves, e um copo de água. Que pessoa no mundo havia me jogado aqui? E o que eu fizera pra estar aqui? E tinha um nome, um nome que não saia da minha cabeça, só que eu não conseguia me lembrar de como pronunciá-lo, ele estava comigo na minha cabeça, mais era como se algo não me deixasse dizer.
Dei impulso com meus braços e me joguei de barriga pra cima, olhando o teto, a luz que vinha de lá era forte e florescente, e não muito diferente do chão e das paredes, o teto também estava encardido.
Escorriam lágrimas de meus olhos, eu estava cansada, com dor e com medo. Ouvia vozes sussurrando dentro de minha cabeça. Eu não estava ficando louca, eu não podia. De repente minhas lágrimas finas se tornaram grossas e minha boca deixava escapar soluços. Não sei quanto tempo fiquei chorando, não sei se foram minutos ou horas. Só me dei conta quando em um canto escuro do quarto que estava, avistei uma mini janela com grades de ferro. O sol devia estar nascendo ou se pondo, não sabia dizer.
Minha barriga roncava alto, e meus pés começaram a querer se mexer, já que estava sentindo-os formigando, sorri e comecei a chacoalhar os dedos, fiquei com medo de esperar parar de formigar e parar de senti-los novamente. Depois que meus pés pararam de formigar, comecei a movê-los fazendo círculos e longos minutos com muito esforço já estava sentada, massageando minhas pernas doloridas.
Levantei-me e olhei ao redor, tinha uma porta de ferro enferrujada atrás de mim, tentei abrir-la mais estava trancada. Bufei constrangida e comecei a me vestir. Havia uma calça jeans de lavagem escura, uma blusinha vermelha com laços pretos que imitava um corselet e um salto alto meia pata preto com uma tornozeleira de correntes, que a propósito não os calcei, porque iria tomar um tombo feio. Fui até a mesinha, peguei o papel e nele havia um endereço.

1840 WASHINGTON st, SAN FRANCISCO, CA 94109

Abri o envelope e dentro dele havia um mapa, uma caixinha, que quando abri descobri ser um celular, carregador e um fone de ouvido simples, um bolo de dinheiro com notas de 100 e 50 dólares e várias folhas grampeadas e na capa estava escrito impresso bem grande a seguinte frase, “ESTAMOS DE OLHO EM VOCÊ!!”.
 Larguei tudo em cima da mesinha de volta, e comecei a folheá-lo.
Na primeira folha, depois da capa, havia uma foto minha em cima estava escrito “DESAPARECIDA”, e logo abaixo da foto estava meu nome, minha idade, alguns telefones, e um pedido de ajuda a quem pudesse me encontrar. Encarei a foto, meus cabelos estavam vermelho escuro, escorridos de tão liso, meus olhos castanhos claro brilhavam, e eu tinha um sorriso na boca de tirar o fôlego. Eu era feliz. Depois da foto não queria nem me olhar no espelho, eu devia estar um horror, afinal eu estava fedendo, suja, e provavelmente toda machucada. Voltei a encarar meus dados;

·         MELISSA PARKS THRWILL

·         19 ANOS

POR FAVOR, SE A ACHAREM NOS TELEFONE. ESTAMOS DESESPERADOS. OBRIGADO, FAMILIA THRWILL.

A segunda folha havia fotos minha, desde pequena, e conforme eu passava as folhas, apareciam mais fotos minhas e de pessoas comigo, algumas tinham legendas. Na penúltima folha havia uma foto minha sentada em uma cadeira, eu estava toda amarrada e amordaçada, havia um homem parado na minha frente, ele estava de costas, seus sapatos, calças, sobretudo e um chapéu de caubói eram igualmente todos pretos. Observei a foto olhando todos os mínimos detalhes, não conseguia me lembrar disso. Virei à folha e nela continha presa numa fita adesiva uma chave que parecia ser de um veiculo. Desprendi a chave e a prendi no molho de chaves junto as outras. O celular tocou e eu o peguei, e vi que tinha uma mensagem.

“LAMENTAMOS QUE SUA ESTÁDIA AQUI TENHA SIDO LONGA, E QUE VOCÊ NÃO TENHA APROVEITADO TANTO ASSIM, JÁ QUE NA PRIMEIRA SEMANA VOCÊ RESOLVEU DORMIR POR TEMPO INDETERMINADO. ESTÁVAMOS PENSANDO EM TE ENTERRAR, JÁ QUE VOCÊ NÃO ACORDAVA NUNCA. FICAMOS FELIZES POR PODER TE VER NOVAMENTE. NÃO SE ESQUEÇA QUE ESTAMOS DE OLHO EM VOCÊ.”

Procurei pelo número mais o mesmo estava DESCONHECIDO, droga!!  Por quanto tempo eu tinha apagado? E o que significava as palavras “LAMENTAMOS”, “ESTÁVAMOS”, “FICAMOS”, e “ESTAMOS”? Quer dizer que são mais de uma pessoa. Pensa Melissa, pensa!
Estava colocando tudo em um envelope, quando ouço a porta ranger ao abrir. Virei-me lentamente e encarei a figura na porta.

-Acho que está na hora da mocinha sair daqui. –seu sorriso era irônico e malicioso.




Voltei!!!  

Espero que tenham gostado do capítulo... Sinto em lhes informar que as coisas só vão piorar a partir de agora. 
Mais enfim.. 
falem comigo!! Criticas e elogios são bem vindos!!
Beijos de Banana!!! 


Um comentário:

  1. Eu amei o capítulo <3 Adoro suspense mais tbm me deixa morrendo d curiosidade kkkkk eu adorei o prólogo, a sinopse, o Boy da fic vulgo Calum ;) quero saber mais da história dela.. Continuaa :)

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