Oh, olho enevoado da montanha abaixo. Mantenha um olhar cuidadoso nas almas dos meu irmãos. E se caso o céu se encher de fogo e fumaça, continue vigiando os filhos de Durin. Se isto é para terminar em fogo, então vamos queimar juntos. Assista as chamas subirem mais alto à noite chamando ao pai, oh, nós iremos ficar aqui e assistir as chamas queimarem e queimarem à encosta da montanha. E se deveríamos morrer esta noite, então, nós devemos morrer juntos. Levante a taça de vinho pela última vez, chamando ao pai, oh. Preparar como nós iremos assistir as chamas queimarem e queimarem à encosta da montanha. Desolação vem sobre o céu. Agora eu vejo fogo no interior das montanhas. Eu vejo o fogo queimando as árvores. E eu vejo fogo esvaziando almas. E eu vejo fogo, sangue na brisa. E eu espero que você lembre de mim. - I See Fire
P.O.V VOCÊ
Não era muito fã de esportes, mas quando se tratava da
Lacrosse, eu era a primeira a estar lá. Não era uma fanática por esse esporte,
mas gostava de estar lá para poder ver Calum jogar e também para poder ver se
outros jogadores eram tão bons quanto meu namorado. Eu não gostava de que
outros jogadores fossem melhores que Calum, pois isso significava que ele
poderia perder seu cargo de capitão do time, e eu não namoro garotos que
estejam abaixo do capitão do time. Pode parecer muito rude da minha parte, mas é
assim que sou, é assim que me faz ser uma pessoa normal e não uma louca que saí
gritando na cara de todo mundo e tem medo de perder o irmão e não ter mais o
conforto que eu tinha quando o contava sobre essas coisas estranhas. Na
verdade, eu nunca o contei sobre isso, pois é recente, mas eu tinha pesadelos,
e o mais estranho disso tudo era que quando eu tinha pesadelos, uma pessoa da
cidade morria.
— SeuNome, posso ver o treino com você? — Grace perguntou.
— Pode, mas espero que não se importe em ter de ficar perno
da Jenna. Ela é meio...
— Vadia?
— É, mais ou menos isso. — Grace riu.
— Vi alguns comentários maldosos sobre ela enquanto
almoçava. Pelo menos das garotas eram maldosos, já o dos meninos eram...
pervertidos demais. Ouvi coisas que desejaria nunca ter ouvido.
— Com o tempo você se acostuma.
— Então... Qual é mesmo o esporte daqui da escola?
— Lacrosse.
— Você terá que me explicar sobre esse jogo, eu não sei
absolutamente de nada.
— Ah, não se preocupe. É como se fosse hockey, mas sem ser
no gelo e sem os patins. E ao invés de um taco, nós temos como se fosse um tipo
de redinha para poder segurar a bola. Vamos indo e eu te explico.
Grace era uma garota legal, apesar de ter aparência de nerd
e ter me contado que nunca matou aula. Posso ser uma nerd que nem ela, mas já
matei aula umas duas vezes em toda a minha vida e não gosto de assumir a minha
inteligência. Sentei-me na arquibancada do pequeno campo que havia na escola e
sorri para Calum que se aquecia com o resto do time. Meus olhos se moveram em
direção a um garoto desajeitado que corria pelo campo com mais cinco jogadores.
Diferente dos outros, ele não aguentava a pressão de correr pelo campo. Acho
que já o vi em algumas aulas, mas não consigo me lembrar do seu nome.
— Procurei você por toda parte!
Revirei os olhos ao ouvir a voz enjoativa de Jenna vindo em
minha direção com um sorriso no rosto. Grace deu um meio sorriso e disse um “oi”, ela era bem tímida. Jenna sentou-se e
ficou falando coisas inapropriadas para os jogadores que sorriam e devolviam as
palavras imorais. Grace percebeu que eu não estava muito confortável com isso,
apenas pediu para Jenna sentar-se e assistir ao treino.
— Me desculpe mas eu não tenho culpa se você é uma virgem
careta.
— E quem foi que disse que eu sou virgem?
Tentei segurar o riso, mas foi inevitável. Grace podia ser
tudo, mas não era boba e isso certamente irritou Jenna. Esse era um começo de
uma disputa, mas elas teriam que se aguentar. Eu realmente gostei de Grace, e
adoraria que ela fosse a minha amiga, assim como Jenna é –só que menos
irritante–. O treinamento começou e Jenna começou a gritar novamente. Certo,
agora nem mesmo a Grace e nem ninguém vai conter essa garota louca que só sabe
ficar se exibindo para os garotos e pegar vários de uma vez atrás da escola.
Não me impressionaria se ela colocasse chifre em algum de seus namorados, pois
fazer homens de corno é a especialidade de Jennifer Robbinson.
— Quem é aquele? — Grace perguntou apontando para o garoto
desengonçado.
— Não faço a mínima ideia. — Respondi. — Por quê?
— Percebi que ele passou as aulas inteiras olhando para
você. — Jenna começou a gargalhar.
— Parece que a rainha da escola conseguiu mais um
pretendente.
E quando o apito do treinador fez barulho, o treino começou.
Prestei atenção e fiquei olhando para Calum. Tão lindo, tão meigo, meu
namorado. Era horário de almoço, o que significava que ainda tínhamos até uma
da tarde para poder ver o treinamento. Era meio dia, e dou graças à Deus pelo
sol não estar tão forte. Estava tudo indo bem, o treino estava sendo como
sempre fora. Meninos lindos jogando e o treinador colocando novos garotos para
o time principal.
— Hemmings, vai para o gol! — Ele gritou. — Irwin, tenta
fazer um gol!
Agora eu sabia o nome do garoto desajeitado. Om, não era o
seu nome, acho que sim o seu sobrenome. Novamente o treinador assoprou o seu
apito, e eu não sei o que houve, mas Luke começou a ficar descontrolado e a
tapar os ouvidos. Não sabia o que estava acontecendo, mas isso definitivamente
não era nada bom. Irwin jogou a bola sem perceber que Luke estava descontrolado.
Ao fazer isso, a bola acertou a cabeça de Hemmings que caiu no chão e não
levantou. Estava acordado, mas dizia que a sua cabeça doía um pouco e que o
apito do treinador o incomodava. Irwin foi até o loiro e o ajudou a
levantar-se.
— Cara, você tá bem?
— Estou, só fiquei um pouco distraído.
— Desculpa só não acaba comigo por você provavelmente não
entrar para o time.
— Ashton, eu disse que estou bem!
— HEMMINGS! — O treinador gritou bravo. Estava com um pouco
de pena de Luke, mas não demonstrava isso, Jenna me chamaria de fraca. — O que
foi aquilo?
— Treinador, eu...
— Até a minha avó consegue pegar aquela bola!
— Me desculpe!
— E sabe o que é pior? A minha vozinha já está enterrada.
— Por favor, me dê mais uma chance!
— Uma chance?
— Isso!
— Está bem! — Luke sorriu. — Mas não me decepcione!
— Treinador, posso falar com Luke por um instante? — Perguntei, eu precisava saber o que ele sabia sobre mim que eu não sabia. O treinador me olhou e negou com a cabeça.
— Ele está no meio de um treino.
— Só vai levar dois minutos. — Insisti. O treinador deu um suspiro e assentiu.
— SÓ dois minutos. — Jenna me olhou com reprovação e eu a ignorei. Me aproximei de Hemmings bem devagar, mas antes que eu chegasse perto o suficiente para poder conversar com ele, Calum segurou meu braço e me olhou sério, ele parecia estar com ciúmes.
— Você não vai falar com o Hemmings.
— E quem é você que pode me dizer o que posso ou o que não posso fazer?
— O seu namorado.
— Está certo, é o meu namorado, não o meu dono.

— Está me desafiando?
— Só estou fazendo o que nunca tive coragem antes, enfrentar você!
— Você fala como se eu fosse um idiota, que só te procura quando quer sexo.
— Eu só não quero que você continue com essa sua maneira idiota de agir. Não precisa ter ciúmes de mim, Calum, sabe que eu te amo e seria uma idiota se te traísse.
— Garota, não temos o dia inteiro! — O treinador me apressou.
— O que é tão importante assim para você poder querer falar justo com o Luke?
— Uma coisa que acho que você nunca irá entender. — Calum aos poucos foi soltando o meu braço e eu segui em direção à Luke que me olhava um tanto desconfiado. Eu sabia que no fundo ele tinha medo que eu gritasse em sua cara e algo de ruim acontecesse, que era sempre o que acontecia quando eu gritava para alguém, eu apenas não sabia exatamente o que era isso.
— O que você quer?
— Você me viu na floresta, assim como também viu o que eu fiz.
— E o quê que tem?
— Pode parecer maluco, mas... O que exatamente você viu?
— Você gritou para uma garota, logo em seguida ela foi morta por um homem.
— Eu ajudei a matá-la?
— Eu não sei. Você apenas gritou.
— Alguém mais sobre isso?
— Só o Ashton. — Luke apontou para o garoto desajeitado. — Não quero ser intrometido nem nada, mas eu estou preocupado tanto com você como os habitantes de Gold Coast. Mandei Ashton procurar o que estava acontecendo com você, e se ele souber, eu prometo que te direi e que ajudarei a acabar de uma vez por todas com isso.
— Por que faz isso?
— Isso o quê? — Luke perguntou confuso.
— Está me ajudando e eu nunca nem falei com você, sempre te via todas as manhãs e te tratava como se nem existisse, como se fosse uma coisa nojenta em minha frente no qual eu sempre desprezo.
— Não estou fazendo isso por você.
— E é por quem, então?
— Pelo Ashton!
P.O.V CALUM
— A sua namorada é louca, sabia? — Era a décima vez que Michael me dizia isso, e ele tinha razão.
— Ela só está com passando por alguns probleminhas.
— Probleminhas? PROBLEMINHAS, CALUM? Isso é um problemão! A namorada do garoto mais popular da escola virou a louca que grita na cara do zelador da escola. Isso definitivamente não é normal!
Para a sorte de Luke, ele conseguiu pegar a bola e ainda por cima acertou um gol fazendo manobras incríveis para poder desviar dos atacantes que tentavam o impedir de acertar o gol. Com isso, ele entrou para o time. Isso estava estranho, Luke nunca fora um bom jogador e ninguém fica bom do dia pra noite. O que ele fez não foi somente incrível, foi impossível! Ele pulou por cima dos dois últimos atacantes antes de acertar o gol. Nenhum humano na terra consegue pular daquela maneira, a não ser que esteja tomando alguma coisa. Fui para o vestiário sendo acompanhado pelo tagarela do Michael. Ele não parava de falar nenhum minuto sobre a maluquice de SeuNome essa manhã. Faltava apenas meia hora para a aula começar e eu não estava nem um pouco afim de ir para a aula de Matemática. Detesto matemática!
— Michael! — O interrompi.
— O QUE FOI? — Ele gritou. Michael odiava quando era interrompido.
— Chega de falar sobre o que aconteceu depois da aula de química.
— E prefere falar sobre o quê? Sobre a volta inesperada da Jenna? Sabia que ela não veio pela SeuNome, não sabe? Ela pode ter feito de tudo para vocês dois ficarem juntos, mas... Ela vai acabar com isso. Mais cedo ou mais tarde ela vai dar um jeito de separar vocês dois, assim como juntou vocês.
— Michael, do que você tá falando?
— Da Jenna, é claro! Ela é doida pra namorar você desde o dia em que se tornou capitão do time.
P.O.V ASHTON
Finalmente em casa! Minha mãe não estava em casa, provavelmente estava na delegacia onde a mesma é delegada. Passei o resto do dia pensando no que Luke disse, no que aconteceu nessa manhã. Já faz um tempo, não muito tempo, estava acontecendo coisas estranhas em Gold Coast. Mortes estranhas. Gritos na madrugada, não, não eram os gritos de SeuNome. Entrei no computador e procurei sobre o que estava acontecendo. Passei o resto da noite procurando sobre o que estava causando esses gritos malucos de SeuNome. Bem, não era a noite toda. Procurei e procurei, quando estava quase desistindo, encontrei algo como: Banshee. Entrei na Wikipédia e a resposta para tudo estava lá. Um ser sobrenatural, uma fada maligna.
Banshee é um ente fantástico da mitologia
celta (Irlanda)
que é conhecida como Bean Nighe na mitologia escocesa.
As Banshee provêm da família das fadas, e é a forma mais
obscura delas. Quando alguém avistava uma Banshee sabia logo que seu fim estava
próximo: os dias restantes de sua vida podiam ser contados pelos gritos da
Banshee: cada grito era um dia de vida e, se apenas um grito fosse ouvido,
naquela mesma noite estaria morto.
Não sabia se ficava assustado ou se ria. Coisas estranhas aconteciam, disso eu sabia, mas nunca pude imaginar que essas coisas tivessem relação com o sobrenatural. Não pode! Essas coisas simplesmente não existem! Continuei procurando sobre essas fadas malignas, e alguns filmes como: Harry Potter e X-man já mencionaram sobre essas criaturas. Fechei o computador e procurei o número de Luke no meu celular. Não estava encontrando, eu certamente devo ter apagado sem querer quando tentava me livrar de números de pessoas desagradáveis como o professor de Biologia que só me ligava para poder me cobrar uma tarefa de casa e que me infernizava dizendo que iria ensinar biologia para o segundo ano também. Idiota!
— Ashton? — Assustei-me quando minha mãe entrou. Estava tão tarde assim?
— Ah... Mãe?
— Não, Justin Bieber. — Esqueci de comentar. O meu maravilhoso sarcasmo veio de um lado importante da minha família, a minha maravilhosa mãe que cuida de mim sozinha desde quando eu tinha meus nove anos de idade. Dei um meio sorriso e ela entrou no meu quarto.
— Aconteceu alguma coisa para chegar cedo?
— Chegar cedo? Ashton o que você estava fazendo? Já são quase sete horas da noite!
— Hum...
— Por que estava apressado para ligar pra alguém?
— Precisava falar com Luke.
— Não precisa ligar, ele já está subindo!
— Ainda bem que ele me poupou uma caminhada inteira até o outro lado da rua.
— Você é mais preguiçoso do que eu imaginava. — Luke disse ao entrar no meu quarto.
— Cara não faz piadinha o papo é sério!
— Você descobriu alguma coisa?
— Não só uma coisa, mas sim um milhão de coisas no qual são difíceis de acreditar. — Luke me olhou confuso e eu bufei. Andei para um lado e para o outro do meu quarto, tentando achar alguma forma de explicar a Luke o que estava acontecendo. Fazia cerca de dez minutos que eu andava pelo quarto e eu não fazia a mínima ideia de como contar a Luke que SeuNome é uma fada.
— Ashton, eu não tenho a noite inteira! Daqui quarenta minutos eu tenho um jantar com a minha mãe!
— Ainda aquele jantar?
— Mão muda de assunto. O que foi que você descobriu?
— Olha, eu não sei como te falar e é melhor ficar sabendo que eu ainda estou assustado com isso tudo. — Luke me olhou como se quisesse me matar por ainda não ter dito logo o que eu havia descoberto. — Coisas estranhas tem acontecendo na cidade já faz um tempo, e essas coisas estranhas têm haver com o sobrenatural. — Luke olhou-me confuso. — E a pior parte nem é essa.
— Tem mais? Ashton do que você tá falando?
— O zelador da escola vai morrer em três dias.
— Como você pode saber disso?
— Lembra que a SeuNome gritou para ele três vezes? — Luke assentiu. — Então... Ela é uma Banshee. Banshee é um tipo de fada, vem da família das fatas, uma versão mais obscura. Elas preveem a morte de alguém. E, você disse que quando SeuNome gritou para aquela mulher, no mesmo instante ela morreu, certo? — Luke assentiu. — Significa que ela só tinha mais um dia de vida.
— Está querendo dizer que...
— A SeuNome é uma fada da morte, Luke.
To be continued...
Disse que iria revelar o que a Liz tinha pra dizer pro Luke nesse capítulo, mas estava ficando grande demais em minha opinião e então decidi deixar pra escrever no próximo. Parece que as coisas vão começar a ficar bastante violentas para você. O que fariam se seu irmão fosse para uma guerra junto com algum segredo que ele sabe sobre você e corre o risco de nunca mais? E também, o que fariam se pessoas no qual você quase não fala soubesse de uma coisa sobre você que nem você mesma sabe? Jesus! Vida de Banshee deve ser difícil. Como vocês acham que o zelador vai morrer? Vai ser uma morte violenta ou uma morte natural? E quem vocês acham que matou aquela garota 'daquela noite'? Hum... a fanfic começou e já tem alguns mistérios rolando. Bem, postarei o próximo terça ou quarta, talvez antes. Um grande abraço, fiquem bem!

Esse final me deu arrepios! Eu não sei o que eu faria, mas não é nada legal outras pessoas saberem o que você é quando nem você entende ainda o que está acontecendo. E eu ainda insisto, o Luke deve ser alguma criatura ou metade disso, porque essa super audição não é normal. Eu acho que foi o irmão dela que matou a garota. Você tá parecendo eu de apelidos, haha. Vou te chamar de Sté, como as outras leitoras. O do primeiro ficou lindo, mas isso não faz os outros serem ruins. Eu só sabia girar a foto, colocar efeito e fazer uma montagem muito ruim com paisagens, hahaha. Obrigada, fique bem também!
ResponderExcluirVocê vai sentir arrepios no próximo capítulo, muitas coisas vão acontecer. Eu também não sei o que faria, o mais correto a se fazer era eles contarem o que sabiam antes que ela saiba de um jeito nada legal. Luke deve ser alguma coisa sim, pois como ele conseguiu ouvir o celular da Grace tocando do lado de fora da escola??? Isso tá estranho! Bem, pode ter sido como também não pode, pois ele esconde alguma coisa dela. Eu realmente sou cheia de apelidos, e a cada ano que se passa, tenho mais novos apelidos. Você também tem muitos apelidos? Jesus somos parecidas em duas coisas já! Okay, pode me chamar de Sté! Eu amei a primeira imagem, foi a melhor que já fiz. Sim, não faz os outros serem ruins, mas acho que todos nós temos a nossa foto preferida. Quando comecei a usar o Photoshop, só sabia colocar as fotos e apagar, hehe. Só aprendi melhor vendo tutoriais no qual me ajudam muito. Obrigada, e tenha uma boa noite!
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